Sex Education
- Mahara Soldan
- 19 de mar. de 2020
- 2 min de leitura
As questões do universo adolescente dos dias de hoje, ontem e sempre, contados sob uma ótica divertidíssima

Enredo
O enredo gira em torno de Otis Milburn, um rapaz de 16 anos que vive com a mãe em uma cidadezinha no interior da Inglaterra (que, btw, por muitos motivos pode parecer estar situada nos Estados Unidos). O principal ambiente da história é a escola de Moordale, onde todos vivem intensamente seus dramas típicos da idade e do desenvolvimento da sexualidade: inseguranças, curiosidades, dúvidas, fantasias, descobertas.
A mãe de Otis é uma - super interessante - terapeuta sexual, que além de atender pacientes e tratar deste tema constantemente, também vive sua própria sexualidade de forma aparentemente “moderna” e “liberal”. Resultado disso é que ele não tem lá muita experiência empírica no assunto, mas de tanto escutar o contexto profissional dos conselhos e orientações da mãe, acabou por se tornar uma espécie de expert no tema.
Com os colegas na escola explodindo em dúvidas e paranoias com relação a sexualidade, Otis acaba sendo convencido pela nova amiga Maeve, a prestar “consultas” de orientação sexual. A série se desenrola a partir deste contexto, cheia de pegadinhas relacionadas aos clichês e tabus da sociedade contemporânea com relação ao tema que, inclusive, questiona os nossos próprios julgamentos. Tudo isso dentro de um ambiente super moderninho tipo indie style - delicinha de assistir.
Estilo este que traz muito reforço ao argumento da série como um todo. As referências aparecem constantemente, assim como em Stranger Things, faz parte da experiência buscar mentalmente - e no google - onde já vimos fotografia parecida, o que a música diz sobre o significado da cena, etc. O contexto histórico onde se passa a série também é um recurso de estilo, já que através das referências (relógio analógico, trilha sonora, figurino, posters do Joy Division, etc) poderia se dizer que tudo está ambientado nos anos 80/90.
Por outro lado, diversas questões super atuais são abordadas na série e as referências da cultura pop e o uso de smartphones também confundem um pouco a ambientação, parece que a ideia é que seja essa mistura mesmo: refs dos anos 80 trazem nostalgia (principalmente pro pessoal que já passou dos 30) e também nos dizem que questões sobre tabus, tesão e sexualidade existem e existiram na adolescência de todas as gerações. Já o ambiente contemporâneo permite que se trate mais naturalmente das urgências atuais, o feminismo ou as relações de sexo gay, por exemplo. Mesma coisa acontece com o lugar, Moordale é na Inglaterra mas se parece muito com o estereótipo de high school norte-americano, isso também parece ser com a intenção de dar o mesmo efeito, poderia ser lá, aqui ou acolá, são questões atemporais e sem localização geográfica.
Por que ver?
Cinematografia oitentosa e divertidíssima.
Questões contemporâneas abordadas com naturalidade.
Uma bela visão para quem quer se atualizar um pouco sobre a adolescência da atualidade.
Por que não ver?
Não vejo porque não experimentar. Em um primeiro momento pode parecer um conteúdo bobo, mas vale a tentativa.
Ficha técnica
Ano: 2019
Duração média do episódio: 50 min.
Episódios por temporada: 8
Onde ver: Netflix (atualizado em março de 2020)
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